quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

História de vida!

História de Natal dramatizada com fantoches.

Narrador – Numa noite fria e sombria de Inverno, duas crianças pobres pediam na rua mais rica da cidade, pediam em todas as casas mas nenhuma lhes dava dinheiro, tão pouco comida, apenas recebiam das mãos desta gente abastada a fúria com que lhes fechavam a porta. Casa a casa lá iam pedindo até que se encontraram diante de uma casa alta e esplendorosa era a casa mais rica da cidade. Bateram, à porta surgiu um rapaz baixo e gordinho.
Mário (Dudu) – O que querem?
Joana (Isabel) – Só queruemos uma esmola, senhor. Não comemos há três dias, e mal nos aguentamos de pé.
Mário – Ide-vos mas é embora e deixem-me em paz, tenho mais o que fazer.
Narrador – E então os dois irmãos lá se foram embora passando novamente a noite cheios de frio e fome.
Uns dias mais tarde, o Carlos conta à sua irmã uma coisa que lhes irá mudar a vida.
Carlos (João) – Joana, sabes ouvi falar que aquele menino que há algum tempo nos abriu a porta da casa rica está doente, e precisa de sangue. Dão uma certa quantia em dinheiro a quem tiver o mesmo tipo de sangue.
Joana – A sério! Olha que esse dinheiro iria facilitar-nos muito a vida.
Carlos – E que tal se fossemos já para o hospital?

Narrador – E lá foram os dois irmãos para o hospital.
Enfermeira (Sara) – O que procuram meninos?

Carlos – Estamos à procura de um menino que necessita de sangue.
Enfermeira – Venham por aqui meninos. Aqui está ele! E como vêem, está a adoecer cada vez mais e necessita de sangue urgentemente.

Joana – Senhora enfermeira, nós queremos ajudar, se quiser pode analisar o nosso sangue para ver se o podemos fazer.

Narrador – Uma semana depois, saíram os resultados das análises e o sangue do Carlos e da Joana permitiu a cura do Mário.
Pai do Mário (Pedro) – Senhora enfermeira já tem o relatório dos médicos?
Enfermeira – Já tenho sim senhora, e venho também dizer-lhe que foram estes dois meninos que ajudaram o seu filho a viver.
Mário – Pai, quem me doou o sangue? Foste tu, a mãe ou algum dos meus amigos?
Pais do Mário – Não filho, quem te doou o sangue foram aqueles dois meninos pobres que há algum tempo foram pedir a nossa casa.

Narrador – E como recompensa o pai do Mário ficou com os dois irmãos, salvando também a vida destes, assim como eles salvaram a vida do seu filho. A partir desse dia, o Mário percebeu que as pessoas são todas iguais, e não é por serem pobres ou ricas que são diferentes.
Trabalho elaborado pelo grupo que abordou o tema “Pobreza / Riqueza no Mundo”.

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